segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Derrota decepcionante...

Vasco e Flamengo mais uma vez duelaram no último domingo. Desta vez, mesmo com gol incrível perdido por Leo Moura, relembrando Deivid, os rubro-negros sairam de campo com placar favorável.
Quando jogo começou, o Vasco mostrou muita disposição e foi para cima do Flamengo, não lembrando ser um time treinado por Cristóvão Borges. Contudo, um erro tático fez com que o Vasco, aos poucos, fosse perdendo terreno e domínio em campo. Felipe e Wendell alternaram posições, jogando o meia-armador do Vasco quase que como um cabeça de área e o volante na função que antes o canhotinha costumava atuar.
Apesar disso, o Vasco teve as melhores chances, mas faltou a qualidade necessária para traduzir em gols a superioridade. Num destes momentos, a bola sobrou sobre a pequena área e Alecsandro ao tentar cabecear foi atrapalhado por Wendel que de costas trombou com o atacante. A bola saiu fraca, Felipe - arqueiro do Flamengo - se enrolou com a bola e ia jogando a mesma contra seu próprio patrimônio. Contudo conseguiu se recuperar, tocou de leve a bola que explodiu na trave.
O Vasco pecava pela má disposição tática em campo e pelo mau dia de seus jogadores, como no caso de Éder Luiz que há um bom tempo não atua de forma técnica sequer regular. E por falar em falha técnica, Prass falhou num raro lance de ataque quando o ex-Cruzmaltino Ramon avançou pela meia e bateu firme. O goleiro do Vasco se enrolou ao tentar defender a bola que não era difícil. Tentou segurar e acabou soltando nos pés de Wagner Love que sozinho - livre de marcação - fez Flamengo 1x0.
Após o gol o Flamengo de Dorival Jr. fez jus ao nome e à tradição do clube e dominou as ações. O Vasco, desarrumado e afoito passou a errar demasiadamente não oferecendo risco ao amplo domínio Rubro-Negro.
No segundo tempo, o panorama da partida não mudou. O samba parece ter tocado em uma nota só e apenas em um dos tempos do jogo. Ao Vasco restava abusar dos avanços de Dedé. Num desses lances, o Flamengo encaixou um contra-ataque que trouxe à memória um lance bastante recente. Após a bola cruzada na área, com o goleiro batido, Leo Moura conseguiu perder gol incrível. Atrapalhou-se com o tempo da bola, com o domínio, e deitado finalizou fraco. Pipico, atacante do Vasco, se esticou e mandou a bola para fora. O lateral do Flamengo, no chão, não acreditava no lance. Deivid, então no banco, sorriu ao ver momento tão parecido com o seu. Mas desta vez com final feliz.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 1 X 0 VASCO
Local: Estádio João Havelange, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 19 de agosto de 2012, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Pereira Jóia e Ediney Guerreiro Mascarenhas (ambos do RJ)
Público: 15.459 pagantes
Cartões amarelos: Marcos González, Negueba, Adryan e Léo Moura (Flamengo); Felipe, Nilton, Alecsandro e Carlos Alberto (Vasco)
Gol: FLAMENGO: Vágner Love, aos 38 minutos do primeiro tempo
FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Welinton, Marcos González e Ramon (Deivid); Victor Cáceres, Luiz Antônio, Renato Abreu e Thomás (Adryan), Negueba (Muralha) e Vágner Love Técnico: Dorival Júnior
VASCO: Fernando Prass; Auremir, Dedé, Douglas e William Matheus; Nilton, Wendel (Eduardo Costa), Juninho Pernambucano e Felipe (Carlos Alberto); Eder Luís (Pipico) e Alecsandro Técnico: Cristóvão Borges
Bruno Velasco
Camisa Cruzmaltina

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Entrevista com o Craque Beto.


Joubert Araújo Martins ou simplesmente Beto. Conhecido pela irreverência, simplicidade e boa pontaria, o ex-jogador dos quatro grandes do Rio de Janeiro e da Seleção Brasileira recebeu nos recebeu para um bate-papo aberto e descontraído em sua residência, no Recreio dos Bandeirantes/RJ.

Beto e Bruno Velasco após a entrevista.
Humilde, simpático e sempre com um sorriso, Beto lembrou os tempos em que jogava bola e não ganhava nenhum centavo. Foi desta forma que encontrou o Botafogo. Enfrentou os cariocas e o técnico alvinegro quis contratá-lo Acabou trocado por 50 pares de chuteiras que decidiriam sua sorte de maneira ímpar.

Assim que chegou ao Glorioso, foi Campeão Brasileiro num time recheado de craques como Túlio, Donizetti e Sérgio Manoel. Com atuações que renderam destaque, Beto foi convocado para a Seleção Brasileira. Em 1996, chegou a disputar o Pré-Olímpico marcando gol salvador diante da Argentina. Contudo, não foi relacionado para os Jogos Olímpicos devido a uma contusão. Defendeu o selecionado na Copa América, em 1999, quando o Brasil foi Campeão.

Ainda no que diz respeito à Seleção, Beto teve chances de disputar a Copa de 1998, contudo ficou na lista de suplentes e mesmo com o corte de Romário não foi convocado. Viu Emerson ser chamado e o Brasil perder a final para a França. Em 2002, mais uma vez o sonho foi desfeito. Com o corte do mesmo Emerson, viu Ricardinho – então no Corinthians – alcançar o posto pretendido, sagrando-se Pentacampeão com a Seleção de Luiz Felipe Scollari.

Quanto ao time de coração, não esconde o carinho pelo Botafogo que o projetou para o cenário Nacional e Internacional, mas se diz abertamente Rubro-Negro: “ –  Sou Flamengo desde criança”.

Após passagem pelo Napoli/ITA, entre 1996/97, onde foi recebido com status de ídolo, Beto desembarcou no Sul do país onde defendeu o Grêmio antes de seguir para o Flamengo. Lá, entre 98-2002, com breve passagem no São Paulo FC em 2000, realizou o desejo de jogar pelo clube de coração.

Das memórias mais marcantes estão os gols épicos de Petkovic contra Vasco e São Paulo. Sorridente, revelou que na final de 2001 Petkovic havia sido afastado. Mas os jogadores se reuniram com Zagallo solicitando que reconsiderasse a decisão. Sorte do Flamengo que conseguiu se sagrar campeão justamente pelos pés de Pet.

Em 2002, defendeu o Fluminense no Brasileirão a pedido de Romário. Contudo por este clube não conseguiu ser campeão. Em 2003, chegou ao Vasco e conquistou o Carioca daquele ano. Chegou a retornar em 2008, mas encerrou sua segunda passagem sem título.

Dos episódios marcantes, relembra com alegria quando estava no vestiário do Vasco, de boné [o que era proibido], e Eurico Miranda [ex-predidente do Vascaíno] o questionou se estaria sol dentro vestiário. Do apelido que recebeu de ‘Beto Cachaça’, diz que não condiz com a verdade:  “ - Bebo apenas cerveja”.  

A pichação dos muros da Gávea com estes dizeres foi atribuída à torcida vascaína em virtude do primeiro jogo ter terminado com vantagem para os mesmos. Mas o resultado foi revertido em jogo de gala de Beto e Pet, este se consagrou definitivamente com a 10 de Zico. Aliás, ressalta que fato o motivou bastante naquela segunda partida, bem como a todos os demais jogadores.

Beto é um exemplo de jogador bem sucedido. Poderia ter tido voos mais altos, mas percalços o impediram de chegar mais longe: “ –  quando se deixa de ter empresário, fica difícil”. Mesmo sem contar com a publicidade e o marketing de agentes, Beto fez bela história no futebol Brasileiro e Internacional. O ex-jogador rechaça a fama de indisciplinado. Hoje, não passa por dificuldades financeiras por saber gerir seus recursos de forma consciente.

Da vida de jogador, hoje, resta o bom investimento que fez e os acordos que – segundo ele – permitiram que Flamengo e Grêmio quitassem suas parcelas em atraso com o meia recentemente. Atualmente, defende o Flamengo no Futebol de 7. Quanto ao futuro, seu filho, que à espreita acompanhou toda entrevista, quer ser jogador. Assistindo ao DVD de uma das partidas do filho, Beto, em sorrisos, disse que o menino é bom de bola. Nesta família, bom futebol parece estar na genética.


Bruno Velasco
Camisa Cruzmaltina

Bom senso em meio às vaidades...


Desnecessário ou não, paralização foi boa.

Gramado do Engenhão - Tão contestado.
Muito se discute na imprensa, principalmente na Paulistana, a decisão tomada de adiar o jogo entre Flamengo e Atlético Mineiro que seria realizado no último final de semana no Engenhão. Após muito ser criticado, o Botafogo que detém a gestão do Estádio por 20 anos decidiu radicalizar e pedir a interdição do estádio visto que as condições de utilização teriam alcançado seu limite e a maratona de jogos no local não permitia a recuperação do gramado, podendo causar alguma lesão grave nos atletas.

De pronto, apesar das muitas notificações/solicitações anteriores para remarcação de local – evitando desgates do piso, a CBF alterou locais e adiou o confronto entre Atleticanos e Rubro-Negros. Os mineiros reclamaram. Os cariocas agradeceram pois o time passa por um mau momento.  A CBF ‘entrou na berlinda’ pois além das remarcações e do planejamento que não previa este tipo de problema, fato já alegado há pelo menos 2 anos pelo Glorioso, permitiu que o Botafogo seja o único a utilizar o palco num intervalo de 15 dias, num jogo contra o Palmeiras pela Sulamericana.

Neste imbróglio que se formou, cabe questionar a posição de Vasco e dos demais clubes do Rio. O Vasco – até o momento da suspensaão – nunca se mostrou receptivo. Desta forma, São Januário não era sequer cogitado, salvo em momentos quando o Engenhão abrigava Shows e o Botafogo mandara jogos nos domínios Cruzmaltinos. Por um outro lado, Flamengo e Fluminense que muito reclamaram das condições do Stadium Rio também não se esforçaram para alterar mandos de campo, vislumbrando sempre a comodidade de atuarem na Cidade do Rio de Janeiro e evitar um conflito com o Vasco da Gama.

Após a cessão de São Januário ao Fluminense, a torcida Vascaína se manifestou contrária à decisão por entender que – historicamente nos últimos anos – o Fluminense tem agido de forma desleal.  Este fato remonta as transferências conturbadas de Conca e Leandro Amaral para o Tricolor das Laranjeiras.

Nesta briga entre egos e vaidades, o Botafogo é quem melhor se posicionou. Mesmo sendo arrendado, o Engenhão é de responsabilidade dos Alvinegros e caso algum jogador do porte de Oscar, R10, Juninho ou mesmo o Seedorf sofresse alguma grave lesão em seus domínios, não iriam recordar os esforços feitos para que houvesse real condição de jogos no local. Vale ressaltar que, antes do Engenhão, o Botafogo mandava seus jogos em Niterói ou na Ilha do Governador, quando chegou a dividir com o Flamengo a gestão do estádio da Portuguesa da Ilha por conta de obras no Maracanã.

De fato, com o crescimento do número de participantes na Série A, com as competições se sobrepondo, chegou-se ao ponto em que 3 clubes passaram a utilizar mais de uma vez por semana o mesmo espaço, prejudicando o espetáculo. Parabéns pelo bom senso do Presidente Roberto Dinamite e parabéns à CBF por entender a necessidade de se alocar jogos em Volta Redonda e Macaé. O Futebol do Rio agradece mesmo que alguns olhem descontentes com a ação que só é pejorativa aos olhos dos que não percebem que em São Paulo joga-se em quase todos os estádios, havendo ou não necessidade. O torcedor não tem local fixo, basta que o time tenha apelo. Assim, este comparece.


Bruno Velasco
Camisa Cruzmaltina

Mais um 0x0.


Um empate sem graça, mas na raça.

A expectativa era grande, afinal, o Vasco da Gama reencontrava o Corinthians após o fatídico jogo que eliminara os Cruzmaltinos da Libertadores. Mais uma vez, houve equilíbrio e alternância de controle e força, contudo coube aos Paulistanos as melhores chances. Ao Vasco, coube contar com Fernando Prass em tarde iluminadíssima.

Ainda se ressentindo das ausências de Diego Souza e Fágner, o Vasco foi a campo com proposta defensiva, deixando o meia Felipe – visivelmente insatisfeito – no banco. Éder Luiz foi peça nula e quando o técnico Cristóvão Borges se pôs a alterar a equipe, sacou Carlos Alberto para entrada de Tenório, o Demolidor que retornava aos campos após 5 meses em recuperação de uma lesão. A torcida ficou divida com a alteração, que colocou dois homens de área para pressionar o Corinthians. Mas a falta de homens na armação do Vasco fez com que a produtividade fosse compensada apenas pela vontade do Demolidor.

Do lado Alvinegro, Jorge Henrique e Douglas atordoavam a defesa vascaína que se valia em excelente tarde de Prass.  Apesar do poderia ofensivo, poucas chances claras, talvez apenas uma foi criada quando Douglas cabeceou – após belo passe de Jorge Henrique – por cima do gol.

Num jogo onde as duas equipes não produziram o suficiente para um belo espetáculo, o jogo terminou em 0x0.

Bruno Velasco
Camisa Cruzmaltina